Câncer de Esôfago: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

O câncer de esôfago é um tumor maligno com alta mortalidade. Saiba os tipos, sintomas, como é feito o diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis.
câncer de esôfago - tumor maligno no esôfago

O câncer de esôfago é um tumor maligno que se origina nas células que revestem o esôfago — o tubo muscular que conecta a garganta ao estômago. É o 8º câncer mais comum no mundo e apresenta altas taxas de mortalidade, principalmente porque costuma ser diagnosticado em estágios avançados, quando os sintomas já são evidentes e a doença está localmente avançada ou disseminada. O diagnóstico precoce, ainda em estágios iniciais, é fundamental para aumentar as chances de cura.

Tipos de Câncer de Esôfago

Existem 2 tipos principais de câncer de esôfago, com características, fatores de risco e distribuição geográfica distintas:

Carcinoma de células escamosas (CEC): É o tipo mais comum mundialmente, originando-se nas células escamosas que revestem a maior parte do esôfago. É mais frequente no terço médio e superior do esôfago. Os principais fatores de risco são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool, especialmente quando associados. Bebidas muito quentes (acima de 65°C), consumo de bebidas destiladas de alta graduação e deficiências nutricionais também são fatores de risco.

Adenocarcinoma de esôfago: Origina-se nas células glandulares do esôfago distal (próximo ao estômago). Está diretamente relacionado ao esôfago de Barrett — uma condição pré-maligna causada pela exposição crônica do esôfago ao ácido gástrico no refluxo gastroesofágico (DRGE). Sua incidência tem aumentado significativamente nas últimas décadas nos países ocidentais, acompanhando o aumento da prevalência de obesidade e refluxo gastroesofágico.

Sintomas do Câncer de Esôfago

O câncer de esôfago frequentemente é silencioso nos estágios iniciais. Quando os sintomas aparecem, geralmente indicam doença em estágio avançado. O sintoma mais característico e comum é a disfagia progressiva — dificuldade de engolir que começa com alimentos sólidos firmes (carnes, pão) e evolui para pastosos e, eventualmente, líquidos, à medida que o tumor cresce e estreita a luz do esôfago.

Outros sintomas incluem: perda de peso significativa e rápida, dor ao engolir (odinofagia), regurgitação de alimentos, tosse persistente ou rouquidão (quando o tumor invade estruturas adjacentes como o nervo laríngeo recorrente), dor no peito ou nas costas e anemia por sangramento oculto.

Diagnóstico do Câncer de Esôfago

O diagnóstico definitivo do câncer de esôfago requer a realização de uma endoscopia digestiva alta com biópsia. A endoscopia permite visualizar diretamente o tumor, avaliar sua extensão na mucosa, coletar fragmentos para análise histológica (que confirma o diagnóstico e determina o tipo do tumor) e identificar lesões pré-malignas como o esôfago de Barrett com displasia.

Após confirmado o diagnóstico, o estadiamento do tumor é fundamental para planejar o tratamento. Os exames utilizados incluem a ecoendoscopia (para avaliar a profundidade de invasão da parede esofágica e o acometimento de linfonodos adjacentes), a tomografia computadorizada de tórax, abdome e pelve (para avaliar metástases) e, em casos selecionados, a PET-CT.

Tratamento do Câncer de Esôfago

O tratamento do câncer de esôfago é complexo e depende do estágio da doença, do tipo histológico e das condições clínicas do paciente:

Tumores iniciais (estágios I e IIA): Tumores confinados às camadas superficiais da mucosa podem ser tratados por ressecção endoscópica (mucosectomia ou dissecção submucosa endoscópica), com excelentes resultados e sem necessidade de cirurgia. Para tumores que invadem camadas mais profundas mas ainda sem metástases, a cirurgia (esofagectomia) é o tratamento de escolha.

Tumores localmente avançados (estágios IIB e III): O tratamento padrão consiste em quimioterapia e radioterapia concomitantes (quimiorradioterapia) seguidas de cirurgia. Para o adenocarcinoma, a quimioterapia perioperatória também é uma opção válida.

Tratamento paliativo (estágios IV): Quando o tumor está disseminado, o objetivo é aliviar os sintomas e prolongar a sobrevida com qualidade de vida. A colocação de próteses esofágicas (stents) metálicas autoexpansíveis é a principal intervenção endoscópica para aliviar a disfagia.

Prevenção do Câncer de Esôfago

Muitos casos de câncer de esôfago podem ser prevenidos ou detectados precocemente por meio de medidas relativamente simples. Não fumar e reduzir o consumo de álcool são as medidas mais eficazes para prevenir o carcinoma de células escamosas. Para o adenocarcinoma, o controle adequado do refluxo gastroesofágico com medicamentos e mudanças de hábitos, associado à vigilância endoscópica do esôfago de Barrett, são estratégias fundamentais de prevenção e detecção precoce.

Se você apresenta disfagia persistente, perda de peso inexplicada ou tem diagnóstico de esôfago de Barrett, consulte um gastroenterologista. Para saber mais sobre os exames disponíveis para diagnóstico e vigilância, acesse nossa página sobre endoscopia digestiva alta.

Para mais informações sobre câncer de esôfago, acesse o portal do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O que você está procurando?

Últimas notícias e novidades

Redes Sociais

Fale Conosco

Quer mais? Assine nossa newsletter e fique por dentro.